Me aventurando na arte do scrapbooking...
sábado, 20 de abril de 2013
Despedida
Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.
Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces ? - me perguntarão. -
Por não ter palavras, por não ter imagem.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.
Que procuras ?
Tudo.
Que desejas ?
Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.
A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação ...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?
Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão !
Estandarte triste de uma estranha guerra ... )
Quero solidão.
que está onde as outras coisas nunca estão
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.
Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces ? - me perguntarão. -
Por não ter palavras, por não ter imagem.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.
Que procuras ?
Tudo.
Que desejas ?
Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.
A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação ...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?
Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão !
Estandarte triste de uma estranha guerra ... )
Quero solidão.
Alma em liberdade
Vá alma, és livre
vá voe para longe
para alem das nuvens
e leve consigo a serenidade
que encontras no infinito.
Vá alma liberta
voe com os passaros
de asas bem abertas
cumprimente o sol
mostre a ele sua felicidade
cumprimente o céu azul
fale de sua serenidade
da paz que é a liberdade.
Vá alma querida
vagueie em busca da
tranquilidade merecida
esqueça as dores, as ofensas
sofridas...
hoje voce é livre,
Voe bem leve, lépida
me de sua guarida
traga-me de novo o sorriso
que deixei morrer
enxuga-me o doloroso pranto
pelo sofimento causado
pela sua cruel partida!
Arneyde T. Marcheschi
Um minuto de mim
Um minuto de mim
e tão somente isso.Pra que mais se só isso bastaria?
Um minuto nos leva, nos traz, nos transporta
Acende nossas vidas com chamas trepidantes de emoções.
Um minuto nos impressiona, nos impulsiona e nos faz viver
Leva-nos ao imenso mundo de amor,
Mas nos retoma chances, dando-nos então a dor.
Um minuto apenas, tão diminuto leva à letargia um corpo
caído que já não canta mais.
Para sabermos o que significa um minuto, basta permitir
que a chuva forte preencha o côncavo de nossas mãos.
Então fechando-a veremos esse tempo fugindo, escorregando, escorrendo e esvaindo.
Um minuto de nossa vida não se acaba jamais, ele apenas
acontece, passa e paira, e de quando em quando retorna
a nós nos fazendo reviver aquilo que foi e como foi.
Um minuto pode ser a chuva, o olhar reluzente, o choro
cansado e triste, a intrepidez de um coração que insiste o inganhável.
Um minuto nasce e morre em choro.
A flor e até mesmo as rochas se transformam de minuto a
minuto e assim nós nos transformamos também; mas nem
tudo se torna visível aos olhos alheios.
Enxergamos apenas até ali, o acolá não vemos mais; além
do muro somos incapazes de ver.
Em apenas um minuto deixamos de ser ou de existir, mas
deixamos também tudo de nós.
Um minuto de mim
levou vozes, semblantes,
olhares penetrantes.
Tirou-me lágrimas,
provocou-me tristezas,
devolvendo-me em saudades.
Um minuto de mim,
ainda haverá muitos.
Ondas de choro e riso
virão e irão
como ondas do mar.
Um minuto de mim, nada mais que isso
para se provar de tudo o que há.
Sandra Aparecida Gama
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Tão certa
"Eu
não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
Em que espelho ficou perdida a minha face?"
Cecília Meireles
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
Em que espelho ficou perdida a minha face?"
Cecília Meireles
Outono
Gotas de orvalho
molhando a flor e a avezinha.
Fresca madrugada.
Gotas de orvalho.
Sobre a folha escorregadia
saltita o grilo.
Horizonte rubro.
Ave branca atravessando
branco do luar.
Zuleika dos Reis
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