Já fui tantas mulheres..
a que foi traída
a que traiu
a que foi esquecida
a que esqueceu
a menina
a safada
a insegura
a apaixonada...
Já fui tantas mulheres...
a sonhadora indefesa
a loba faminta e malvada..
a boa
a ma..
a escrava...
a que prendia os laços
a que soltava...resignada...
já fui tantas mulheres...
perdi carinho
pelo caminho..
amores sonhos
devagarzinho...
sobrevivente
vítima
indecente...
já fui tantas mulheres...
vesti a fantasia de alegria
no palco certo
a fala errada...
perdi bons homens
na caminhada..
Mas de todas as cenas
pelas quais passei
esta fé insistente
nunca matei
E das andanças e mudanças
que vier...
eu me arrebento
me levanto,
arrumo o sapato quebrado
o cabelo assanhado
e sigo..
Pois sou mulher!!
Silvane Saboia
sábado, 2 de março de 2013
Ser mulher
Ser mulher é amar calada,
Ser muito desejada,
É estar sempre linda,
Saber compor uma mesa,
Ser loba faminta na cama,
É saber falar, e muito mais
saber calar,
É ser guerreira, enfrentar a dor,
a doença, o desemprego, o desamor,
E mesmo assim, sorrir, falar de amor,
Ser mulher é saber ser homem ser criança,
É virar bicho se for preciso,
Pra se defender, pra se proteger,
Deixar de sofrer...
Ser mulher, é ser frágil, carente,
É também ser forte, independente,
É ser mãe, amante, profissional, enfermeira,
Ser mulher é ser acima de tudo valente!
É amar, amar, amar, amar e amar também.
Ser mulher...
Silvana Cervantes
Ser muito desejada,
É estar sempre linda,
Saber compor uma mesa,
Ser loba faminta na cama,
É saber falar, e muito mais
saber calar,
É ser guerreira, enfrentar a dor,
a doença, o desemprego, o desamor,
E mesmo assim, sorrir, falar de amor,
Ser mulher é saber ser homem ser criança,
É virar bicho se for preciso,
Pra se defender, pra se proteger,
Deixar de sofrer...
Ser mulher, é ser frágil, carente,
É também ser forte, independente,
É ser mãe, amante, profissional, enfermeira,
Ser mulher é ser acima de tudo valente!
É amar, amar, amar, amar e amar também.
Ser mulher...
Silvana Cervantes
Meditação à beira de um poema
Podei a roseira no momento certo
e viajei muitos dias,
aprendendo de vez
que se deve esperar biblicamente
pela hora das coisas.
Quando abri a janela, vi-a,
como nunca a vira
constelada,
os botões,
Alguns já com rosa- pálido
espiando entre as sépalas,
jóias vivas em pencas.
Minha dor nas costas,
meu desaponto com os limites do tempo,
o grande esforço para que me entendam
pulverizam-se
diante do recorrente milagre.
maravilhosas faziam-se
as cíclicas perecíveis rosas.
Ninguém me demoverá
do que de repente soube
à margem dos edifícios da razão:
a misericórdia está intacta,
vagalhões de cobiça,
punhos fechados,
altissonantes iras,
nada impede ouro de corolas
e acreditai: perfumes.
Só porque é setembro
e viajei muitos dias,
aprendendo de vez
que se deve esperar biblicamente
pela hora das coisas.
Quando abri a janela, vi-a,
como nunca a vira
constelada,
os botões,
Alguns já com rosa- pálido
espiando entre as sépalas,
jóias vivas em pencas.
Minha dor nas costas,
meu desaponto com os limites do tempo,
o grande esforço para que me entendam
pulverizam-se
diante do recorrente milagre.
maravilhosas faziam-se
as cíclicas perecíveis rosas.
Ninguém me demoverá
do que de repente soube
à margem dos edifícios da razão:
a misericórdia está intacta,
vagalhões de cobiça,
punhos fechados,
altissonantes iras,
nada impede ouro de corolas
e acreditai: perfumes.
Só porque é setembro
Adelia Prado
Lembranças
Lembranças... quem não as tem
Cravadas no coração
Lembranças são companheiras
São inimigas também
São elas a grande atração
Desta vida passageira...
Lembranças ... quem não as tem
Esquecidas na memória
Revividas na ilusão?!
Herança que é de ninguém
Lança que conta uma estória
Na dança da imaginação
Lembranças ... quem as esquece
Por mais que o deseje fazer
Nos resquícios da razão?!
Lembranças, bagagem que cresce
Na trilha do sobreviver
Nas vias da solidão!
Lembranças ... quem não as tem
Não importa a idade
Não existe condição
Lembranças chegam e partem
Se alojam na saudade
E de lá, não saem não
Lembranças ... culto à verdade
Escoro da hipocrisia
Fuga cômoda e gentil
Compete com a realidade
A certeza, desafia
De tudo o que já resistiu...
Lembranças são pensamentos
Divertimentos hostis
Atrevimento ousadia!
Lembranças são meros momentos
De quem se julga feliz
Tendo-as por companhia!
Priscila Coelho
Cravadas no coração
Lembranças são companheiras
São inimigas também
São elas a grande atração
Desta vida passageira...
Lembranças ... quem não as tem
Esquecidas na memória
Revividas na ilusão?!
Herança que é de ninguém
Lança que conta uma estória
Na dança da imaginação
Lembranças ... quem as esquece
Por mais que o deseje fazer
Nos resquícios da razão?!
Lembranças, bagagem que cresce
Na trilha do sobreviver
Nas vias da solidão!
Lembranças ... quem não as tem
Não importa a idade
Não existe condição
Lembranças chegam e partem
Se alojam na saudade
E de lá, não saem não
Lembranças ... culto à verdade
Escoro da hipocrisia
Fuga cômoda e gentil
Compete com a realidade
A certeza, desafia
De tudo o que já resistiu...
Lembranças são pensamentos
Divertimentos hostis
Atrevimento ousadia!
Lembranças são meros momentos
De quem se julga feliz
Tendo-as por companhia!
Priscila Coelho
sábado, 12 de janeiro de 2013
Para suportar
que invade sorrateira a alma
há que se ter fé e luz
há que se ter coragem...
há que se ter amor.
ou alguém para amar...
Para suportar a mágoa
há que se chorar baixinho
há que se cobrir de luto
há que se sentar sozinho
ou pensar apenas no ontem
enquanto seus olhos brilhavam...
Para suportar a ausência
há que se recolher no passado
há que se ter orgulho de tê-lo visto
conhecido, mesmo que seja de longe
mesmo que com outros olhos
outras roupas, outra alma...
Para suportar
há que se congelar o coração
há que se dar asas a coragem
e vestir-se de loucura
na esperança de perder-se nela
e por mim esquecer
que se perdeu
o que se perdeu...
Maria Clara Oliveira
Alta tensão
Eu gosto dos venenos mais lentos
dos cafés mais amargos
das bebidas mais fortes
e tenho
apetites vorazes
uns rapazes
que vejo
passar
eu sonho
os delírios mais soltos
e os gestos mais loucos
que há
e sinto
uns desejos vulgares
navegar por uns mares
de lá
você pode me empurrar pro precipício
não me importo com isso
eu adoro voar.
Bruna Lombardi
Sonho místico
Sonhei que estava sozinha
mas tambem acompanhada
que insensatez essa minha
sentir-me só, mas amparada.
em redor, a natureza
no esplendor de sua beleza
e nas ondas do verde mar
vi ondinas a flutuar...
criaturas alegres e belas
sorriam para mim , acenavam
queria nadar com elas
mas as ninfas não deixavam...
que maravilha e encanto,
estava agora na floresta
ouvindo um doce canto
eram duendes em festa!
pequenos seres encantados
dispersaram meus sentidos
uns de pé outros sentados
todos em cores vestidos.
olhei para o céu agora
lindas sílfides sorriam
com raios de luz enfeitando
nuvens e nuvens afora...
brancas azuis ou mesmo rosas
leves como uma pluma
eram todas tão formosas
foram se esvaindo uma a uma...
senti um calor gostoso
de um fogo crepitando
eram lindas salamandras
com todo seu corpo brilhando...
seria um sonho somente
ou uma realidade sonhada
so sei que novamente
quero sonhar acordada!....
Thereza Mattos
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